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sérica >50% do início ou na creatinina sérica >120%

da normalidade e um dos seguintes fatores:

proteinúria >2 vezes; hematúria >2 vezes;

trombocitopenia

<100.000

plaquetas/mm

3

;

hemólise; encefalopatia hipertensiva. Pode-se

avaliar a distribuição, a evolução clínica e o

prognóstico desses pacientes: 87% tem crise renal

hipertensiva, 22% estão em uso de inibidor da ECA

ou 5% em uso de bloqueador renina angiotensina ou

50% em uso de corticosteroides, antes da crise renal

se instalar. No seguimento de um ano 50% dos

pacientes

permanecem

em

diálise

ou

faleceram

121

(

B

).

Na incidência de 12% de crise renal em pacientes

com ES, 20% desenvolvem a crise com mais de 6

meses antes do diagnóstico de ES, 70% entre 6

meses ou depois do diagnóstico de ES, e 10% após 6

meses do diagnóstico de ES. Em 20% dos casos a

evolução é boa sem necessidade de diálise. Dos 80%

que necessitam de diálise, apenas 20% entre 1 e 2

anos ficam livre da diálise. O transplante renal pode

ser utilizado em 30% dos casos, com todos esses

pacientes

utilizando

micofenolato

mofetil,

azatioprina, ciclosporina ou tacrolimus, não

apresentando

rejeição

pós-transplante

e

recuperando a função renal. A sobrevida de 5 e 10

anos é de 58% e 40%, respectivamente para os

pacientes com crise renal, e de 90% e 76%,

respectivamente, para os pacientes sem crise

renal

122

(

B

).